22/06/2011

O Papel do pediatra na amamentação

Qual é o papel do pediatra na amamentação?

Para a mãe, pediatra significa sabedoria, experiência, tranqüilidade. Ele é o profissional de saúde mais próximo dos pais no tumultuado começo de vida do bebê, a mão amiga que ensina a cuidar do recém-nascido e ajuda a mãe a amamentar seu filho. Quando se fala em aleitamento materno, no entanto, a importância do pediatra tem sido pouco discutida. Não deveria ser assim. Uma pesquisa comprovou que a formação desse médico é diretamente proporcional ao sucesso da amamentação. Para sua tese de mestrado, o presidente do Comitê de Aleitamento da Sociedade Mineira de Pediatria, Luciano Borges Santiago, acompanhou 101 crianças atendidas no Hospital-Escola da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em Uberaba (MG), divididas em três grupos. O primeiro foi assistido por uma equipe multidisciplinar e um pediatra treinado em aleitamento. O segundo grupo, por um pediatra com formação específica; e o terceiro, por um pediatra sem treinamento especial. Os índices da pesquisa revelam o tamanho da influência desse profissional. Até o quarto mês de vida das crianças, 80% das mães atendidas pela equipe do primeiro grupo alimentavam seus filhos exclusivamente com leite materno. No terceiro grupo, o índice caiu para 35%. Pediatra mais preparado mantém o aleitamento por um período mais longo, conclui ele.
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Relato 1: Por um fio

A artista plástica Luciana Gaspar Assumpção, 38 anos, mãe de Victória, 1 mês (foto), reclamava tanto de dor até que o pediatra indicou complemento. Não resolveu. Então, liberou-a para o desmame. Nessa hora, Luciana hesitou. Achou que ainda havia algo a ser feito. Caso contrário não se perdoaria. E recorreu a uma consultora. Ela veio em casa, observou as mamadas, corrigiu postura, tirou dúvidas, flexibilizou horários. Não tinha esse tempo nem liberdade com o pediatra, afirma. Victória agora só mama no peito.
Mais informação
Sabe-se que na população em geral a amamentação exclusiva despenca de 99% na saída da maternidade para 18% no final do quarto mês de vida do bebê, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda é muito pouco, mas o número cresceu cinco vezes de 1986 para cá. Hoje em dia não há mais dúvidas de que o leite materno é a melhor fonte de nutrientes para o recém-nascido. Há mais informações, seja nos cursos de gestantes, seja nas campanhas promovidas pelo governo na televisão. São raras as que dizem não querer amamentar. E aquelas que não conseguem costumam sentir como se tivessem fracassado. Ficam culpadas, como se só elas fossem responsáveis pelo desmame. O fato é que a amamentação foi dizimada por forças poderosas, interesses econômicos. Agora, que há um movimento de revalorização, a cobrança recai apenas no elo mais frágil, a mãe, afirma a fundadora da Amigas do Peito, Rosimar Teykal. A empresária Andréa Vieira de Freitas, 34 anos, mãe de Enzo, 3 meses, provou dessa sensação. Nas primeiras semanas, eu dava de mamar a cada cinco minutos, Enzo adormecia meia hora e acordava chorando. Vivia exausta e com dor. Segui à risca as orientações do pediatra, mas ele não ganhou peso e, com o complemento, deixou o peito. Foi frustrante.
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O que acontece, então, entre o sonho e a realidade? Falta apoio. Ninguém gosta de dizer, mas amamentar dá trabalho. Leva tempo para mãe e bebê se entenderem, os seios podem rachar e a paciência vira pre-condição. É preciso ouvir a mãe, incentivá-la, fazer com que se sinta segura, diz a consultora Marta Goldberg, do Grupo Leite Meu. Aí está o problema. Quem está fazendo esse papel? As campanhas, embora educativas, não ajudam. Nos consultórios pediátricos, chegam mães aflitas. Quando o bebê não engorda, a angústia dobra de tamanho. Muitos pediatras, pressionados e sem preparo para lidar com o assunto, indicam o complemento como solução. Não seria problema se a mamadeira não fosse a porta de entrada do desmame precoce. Esse é uma questão multifatorial. Consultas rápidas em função da baixa remuneração fazem com que a mãe não seja amparada como deveria pelos profissionais de saúde. É o mesmo problema que leva a altos índices de cesárea no país, admite o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior.
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Relato 2: Fantasma do desmame

A empresária Sônia Inakake, 38 anos, mãe de Levy, 2 anos, e Beatriz, 2 meses (foto), insistiu na amamentação da caçula ao saber que o desmame precoce do mais velho pode ter desencadeado sua intolerância à lactose. No primeiro filho quis amamentar, mas ele chorava muito e logo o pediatra indicou o complemento. Para o desmame foi um passo. Mudei de pediatra, que me indicou os serviços de uma consultora. Amamentei sem problemas. Se eu soubesse o que sei hoje, teria conseguido amamentar o Levy por mais tempo, afirma.
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Avaliação incorreta

Há quem aponte, ainda, a incapacidade em avaliar o problema. A pediatra Elsa Giugliani, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, acaba de concluir um estudo sobre técnicas de amamentação e tempo de aleitamento. A pega incorreta, que além de machucar os mamilos e desestimular a mãe, pode comprometer a produção do leite e o ganho de peso do bebê, nem sempre é detectada pelos médicos, diz. O pediatra Luciano Borges treina profissionais para lidarem com o aleitamento e relata que as turmas, freqüentadas por psicólogas e enfermeiras, raramente contam com pediatras. Só que é dessa categoria médica a missão de orientar a mãe, garante o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Clóvis Constantino. Enquete no site da CRESCER, respondida por 370 mães apontou que para 44,9% o aval do especialista foi decisivo na decisão de entrar com a mamadeira.

Pesquisa da Organização Mundial de Saúde, realizada no país em 1994, constatou que os cursos de medicina dedicam apenas 0,13% da carga horária ao ensino do aleitamento materno.

Não há estatísticas sobre a residência pediátrica. Essa lacuna está sendo preenchida pela proliferação de organizações como a Amigas do Peito e consultoras dispostas a ajudar a mãe. Na residência, nem sempre os pediatras enfrentam situações práticas em número suficiente para lidar com as dificuldades com as quais vão se deparar nos consultórios, acredita o pediatra do Hospital São Camilo, Hamilton Robledo. Alheias a esses obstáculos, poucas mães questionam o pediatra. É preciso que o bebê passe diversas vezes em consulta e a mãe seja ouvida em detalhes até que se tome a decisão de entrar com o complemento, afirma a pediatra Sônia Salviano, coordenadora da Política Nacional de Aleitamento.

Pressões contrárias vêm de todos os lados. Como avós que oferecem mamadeira para ajudar. De acordo com pesquisa feita pela pediatra Giugliani, com 601 mães de recém-nascidos, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mais da metade das avós aconselhou às mães o uso de chá ou água. Cerca de 14% chegaram a dar esses líquidos aos recém-nascidos e 12,5% sugeriram o uso de outro leite, que não o materno. O fato é que quando as mães conseguem olhar para os pediatras como profissionais, e não como deuses, a conversa dá resultados. Robledo conta que atendeu recentemente, em um congresso de pediatria, dezenas de médicos para esclarecer dúvidas sobre amamentação. Os organizadores acreditavam que o estande ficaria às moscas. Parece que os pediatras estão sendo mais cobrados pelas mães, constata. Antes assim.
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Relato 3: Na maternidade

A estudante Ariela Barreiros Villas Boas, 18 anos, (foto) mãe de Lucas, 1 mês, chegou a flagrar uma enfermeira na maternidade dando leite artificial. Questionou o procedimento, já que seus seios vazavam leite e o bebê sugava bem. Ouviu respostas evasivas e teve de bater o pé para que a chamassem toda vez que seu filho precisasse mamar.

Autor: Deborah Kanarek, Revista Crescer - Ed. Globo, out. de 2005

Fonte: http://www.e-familynet.com/out/out.php?url=http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=x&id_artigo=1042&id_subcategoria=4

Quem sou eu?

Adri, mamãe da Ana Clara, prematura de 35 semanas e 1400kg,  21 dias de UTI Neo Natal

- Consultora em amamentação e cuidados com o bebê
- Voluntária do site E-familynet
Autora do blog Profissão: Super Mãe
- Já auxiliei mais de 100 mulheres a amamentar 
- Já ajudei mais de 1.000 mulheres com dúvidas e problemas com seus bebês sobre os mais variados assuntos.
- Apoio a amamentação excluisiva, a livre demanda, cama compartilhada, extero-gestação, "lugar de bebê é no colo", "choro NÃO é bom para o pulmão", parto natural, e outras práticas benéficas ao bebê.
- Seguidora dos métodos dos pediatras: Dr Carlos Gonzalez, Dr Sears e Dra Andreia Mortensen
- 31 anos, mãe em tempo integral, nutriz e conselheira

18/06/2011

Quanto custa ter uma consultora a disposição?

A pergunta correta a se fazer seria "quanto custa NÃO ter uma doula para o seu bebê?"


todas as mães fazem o melhor pelo seu filho com toda certeza, mas se não tiver em mente alguns conceitos mais aprofundados sobre os bebês, podem tornar a maternidade mais difícil, ter uma expectativa desfocada do bebê pode custar muito caro


Para a mamãe
pode custar o insucesso na amamentação
pode custar mais noites sem dormir do que o normal aceitável
pode causar um sentimento de frustração, incompetência e insegurança
pode gerar muita preocupação e estresse desnecessarios


Para o bebê
pode ter que ficar sem o melhor alimento para sua nutrição
pode perder o contato com o seio que é um vínculo forte de confiança com a mãe
pode se sentir incompreendido, frustrado
pode ter a impressão de que não é amado
Pode dormir mal
Pode se tornar agitado, agressivo, chorão
Pode se tornar uma criança difícil de ser educada e compreendida

16/06/2011

Pacotes de Serviços

1 Pacote disponível

Pacote Baby 3 meses



Acesso ao conteúdo exclusivo da Super Mãe
3 Meses de disponibilidade
R$ 150,00





Se quiser mais esclarecimentos, clique em Contato

Consultora em amamentação e cuidados com o bebê

- Ajuda na escolha de um pediatra amigo da criança
- Cuidados básicos com o bebê
- Primeiros dias do bebê
- Como e quando estabelecer rotinas
- Interpretação de choros e linguagem corporal
- Incentivo e orientação sobre aleitamento materno exclusivo
- Cuidados com as mamas
- Identificando e corrigindo os eventuais problemas com a amamentação
- O que é normal sobre cólicas e o funcionamento do sistema gastro-intestinal
- Prevenir assaduras e brotoejas
- Desbancar mitos, palpites equivocados e crendices populares
- Cuidando da saúde emocional do seu bebê
- Estabelecendo vínculos com a mãe e a família
- Identificando as fases críticas durante o primeiro ano de vida
- Cuidados com as roupinhas e acessórios
- Banho e higiene
- Testando produtos
- Padrão de sono do bebê
- Introdução de alimentos sólidos
- Criando habitos para uma alimentação rica e saudável
- Comportamento e educação
- Cuidados com o bebê prematuro

Facilitando a sua vida

Muitas perguntam "mas porque pagar por um serviço de orientação e informação se é só "googlar"?


Todas que fizeram essa pergunta acabaram me contratando


Vou relacionar alguns porques


- A internet é pública, qualquer um escreve qualquer coisa, e a quantidade de bobagens que tem escrito pela net sobre bebês é absurda, beirando a insanidade...
- Você não vai perder tempo pesquisando e tentando encontrar fontes confiáveis, eu já fiz isso pra você. Já selecionei o que é bom e descartei o que não presta.
- Você pode encontrar centenas de mulheres contando sua experiência pessoal, é até legal e válido mas cada bebê é único e o que vale para um não vale para outro. É perigoso generalizar e tomar a experiência de uma como base para outra
-  Tem mulheres que não tem tempo ou não querem ficar horas na frente do computador pesquisando ou esperando por uma resposta satisfatória
- Tantas informações contraditórias geram mais dúvidas do que certezas
- Eu vou te ouvir e te fazer perguntas pertinentes para te ajudar, vou te chamar pelo nome, e mesmo que você não tenha nenhuma dúvida e só precise de alguém para descarregar seu estresse quando seu bebê estiver no auge de uma crise de um choro agudo e ninguém consegue fazer ele parar... eu vou estar presente.

15/06/2011

Porque não é presencial?

Algumas vantagens que o meu trabalho tem por ser virtual ou à distância:


- A abrangência é nacional, dessa forma atendo mulheres do Brasil inteiro, já que o serviço é exclusivo
- Dessa forma consigo estar disponivel 24 por dia, para mais de uma pessoa. Nunca estou indisponivel
- Algumas mulheres não gostam da presença de uma pessoa desconhecida dentro de casa, especialmente se for casada
- Algumas não se importam, mas não se sentem a vontade nem conseguem relaxar com a presença de uma outra pessoa com ela, e o ideal é que ela descanse
- Sendo o atendimento "virtual" o preço pode ser bem mais acessível
- Não precisa ter hora marcada, é só me chamar ou me ligar que eu atendo na hora

Objetivo da Doula do Bebê

A necessidade de criar a Doula do Bebê surgiu logo após a gravidez. Sempre desejei ser mãe e sempre gostei muito de bebês. Comecei a pesquisar tudo sobre bebês e a conclusão da pesquisa foi mais ou menos a seguinte:

Durante a gravidez, 90% das mulheres buscam assuntos relacionados a gravidez e parto, deixando para depois do nascimento os assuntos relacionados com o bebê.

É proporcional o numero de mulheres que tem problemas com amamentação, dificuldades de compreensão do recém-nascido, interpretação errada dos choros, introdução de chupetas e outros acessórios prejudiciais ao bebê.
Um numero assustador de desmame precoce e desnecessário ocorre por falta da informação correta antes do bebê nascer.
Também é alarmante a quantidade de bebês que depois dos 6 meses se mostram chorões e nervosos por causa da maneira como foram tratados nos 6 primeiros meses, que é a fase crítica de estabelecimento de vínculos, segurança e personalidade.
E a pior parte, a quantidade de pediatras que não estão comprometidos com a profissão. Médicos que atendem rápido e de qualquer jeito para ganhar mais, medicos que não tem conhecimento suficiente, médicos que tem preguiça ou ganham mal ... é muito difícil encontrar um bom pediatra, a realidade infelizmente é essa.

Então eu vi que poderia ajudar e fazer a diferença para melhorar a vida das mamães e principalmente dos bebês. Durante esse tempo estou me dedicando a orientar, informar, ajudar e socorrer as mães de primeira viagem e também as que ja tem outros filhos.


Especialmente as mães que passam por dificuldades durante a gravidez como separação, doença, saúde debilitada, falta de apoio da familia, elas se sentem sozinhas e sem forças para cuidar de si e do seu bebê. É muito importante que essas mamães tenham um acompanhamento para que possam superar essas dificuldades.

O meu trabalho é antecipar as informações para a mamãe, sanar as dúvidas, manter ela segura e motivada para que ela possa passar por todas as fases com segurança, sendo bem direcionada, entendendo melhor o seu bebê e consequentemente aproveitando melhor seu tempo e curtindo mais o seu filho e a maternidade.

Como é o Atendimento

O atendimento é feito por telefone, msn, e-mail ou pelo blog.
A disponibilidade é 24h por dia.
A duração do atendimento é o tempo for necessário para concluir e resolver a questão.
A duração do contrato vai variar de acordo com a vontade da mamãe. Um tempo bom seria por 3 meses, que é o recomendado e o mais solicitado, mas não existe obrigação mínima nem máxima.
Quanto mais tempo tiver de consultoria, melhor e mais fácil será para ela e muito melhor para o bebê.

Não faz parte do trabalho da Doula

- Não prescrevo medicamentos
- Não avalio problemas de saúde
- Não indico tratamento de nenhum tipo
- O meu atendimento não substitui a visita mensal ao pediatra

Sobre meu trabalho - Doula do Bebê

O conceito do meu trabalho é um pouco diferente da Doula que conhecemos. A Doula do Bebê vai ajudar a mamãe com o seu bebê. É uma consultoria. Todas as dúvidas que surgem durante o dia-a-dia, afinal o bebê não vem com manual de instruções e tem coisas que ninguém conta pra gente. O pediatra vai avaliar o estado geral,  desenvolvimento e tirar algumas duvidas que surgem no decorrer do mes. Mas alguns pontos são importantes ressaltar:


- Se a dúvida que surgir não puder esperar ate o dia da consulta?
- Se o pediatra não está a disposição pelo telefone celular?
- Se a mamãe ainda não encontrou  um profissional de sua confiança?
- Se o google trouxer 10 respostas e todas diferentes para o mesmo problema?
- Se as opiniões das pessoas em volta não forem tão confiáveis?
- Se a mamães estiver estressada demais para pensar em uma solução lógica e rápida?
- Se a mamãe está sozinha na hora em que precisa?


Aí entra o meu trabalho. Eu fico à disposição das mamães. Elas podem contar comigo a hora que for, para o que for. O atendimento é voltado para atender as necessidades do bebê e é adequado conforme as necessidades e perfil da familia ou da mamãe. Ou seja, é personalizado e único.

14/06/2011

Significado de "Doula"

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.


O que a doula faz?


Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.


Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..


Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.